Coisa de criança!

Coisa de criança!

Se tem coisa que lembro bem é a fase da criancice. Eu brincava muito e minha ÚNICA preocupação era tentar entender o que era o tal do Bug do Milênio. Minha ocupação favorita era comer. Comer até passar mal! Lembro de uma certa musse de maracujá – a que me fez pegar NOJO da fruta! Minha mãe não me deixava ir pra rua, então eu procurava um jeito de me divertir e aprontar dentro de casa. Na companhia de irmãos e primos, surgiam as ideias mais absurdas. Uma vez, “brincamos” de atacar ovos no telhado da vizinha. E espigas de milho também. Dona Nina, se a senhora estiver lendo, desculpe-me. Acho que a senhora vai entender, também já foi criança um dia! Lembro dos Mamonas Assassinas e do Chupa-Cabra. E da morte do PC Farias também. Eu tinha muito medo da musiquinha do Plantão da Globo. E tenho até hoje! Lembro dos passeios que eu fazia em excursão com minha avó. O Zoológico era o mais visitado. Lembro que a vó tentava guardar segredo, não podia falar pra gente. Mas de alguma forma misteriosa, a criançada sempre descobria e ficava na ansiedade, madrugada adentro.
Lembro do barulho do sapato da minha mãe e do perfume do meu pai quando eles saíam pra trabalhar. E lembro das músicas sertanejas, que eles ouviam bem cedo. Aos finais de semana, minha mãe me acordava com música. E (coincidência?) a que mais me marca é Ode to My Family, do Cranberries. Sempre que me pego pensando na minha infância, fico um pouco com cara de boba. Penso que eu poderia ter aproveitado mais. Eu poderia ter gravado todos os cheiros. Cheiro de roupa nova, porque eu achava muito bom ganhar roupa! Cheiro de comida de vó. Cheiro de cachimbo do tio. Cheiro de bagunça. Cheiro de briga de primo, briga de irmão. Minha infância não foi colorida e nem cinza. Não foi triste. E nem feliz. Foi infância de imaginação. Foi infância de letra. Letra por letra. E cheia de brilho! Porque nada brilha mais do que a vida de uma criança!

 

“Esse texto faz parte da blogagem coletiva promovida no Depois dos Quinze

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12 pensamentos sobre “Coisa de criança!

  1. Ah, Lu, o espaço da infância é sempre um campo fértil para produções que nos fazem reabrir o baú e esquecer o tempo que teima em passar. É, como dizem, o espaço onde os sentimentos, emoções, cheiros e sabores imperam. Acho que essa sinestesia é a chave para a memória do coração. Adorei e espero novas postagens. Bjinhos.

  2. Disso tudo… o tempo passa, mas ficam os perfumes, os sons, e o toque!
    Gostei muito dessa empreitada Lu, continua, você tem um apreciador literário hehe… beijim!

  3. Barulhos, músicas e o cheiro das coisas!! Sou muito apegado a essas coisas!! Lembro do cheiro da noite, lembro do cheiro da Vila Margarida, lembro dos cheiros e de coisas que tocam minha alma!! Tenho muitas lembranças da minha infancia!! #TempodeCriança!!
    Isso dá música!! Já pensou em escrever?

    Beijos linda!!!

  4. Lu, adorei esse texto, me emocionei muito. Recordar é viver. Sou sua fã numero um. Você foi e sempre será uma filha maravilhosa que tenho muito orgulho, suas escritas são formidáveis e adorei ser citada por aqui. i love you!

  5. Pingback: Blogagem coletiva: Lembranças | Fast Fashion Blogs

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